sábado, 30 de maio de 2015

TORRE MARÍTIMA DE ALGÉS


A Torre Maritíma de Algés vista da praia ou o que resta de uma pequena faixa de areia suja abandonada pela a autarquia de Oeiras que agora está mais interessada em concertos rock e outras tretas.

VOLVO OCEAN RACE 2015



 





Volvo 2015







LISBON VOLVO RACE



A Volvo Race chegou esta quarta feira a Lisboa. Discretamente, alguns "curiosos" como eu, foram espreitar   a regate de 2015. Mas mais uma vez, saio frustrado com o aparato da organização. Confusão total, carros, demasiado staff, má sinalética muito ruído com uma speaker aos berros que não dá uma para a caixa. Parece mais uma mini feira popular com comida duvidosa de plástico e pouco interesse. Tirando o motivo que me levou a deslocar ao recinto, os belos veleiros (pena que sejam só 6 dos 7 iniciais). Parece que não se faz nesta terra que não seja tudo aos berros, com aeróbica pelo meio e corridas pedestres que só atrapalham os restantes peões. Quanto ao resto prefiro vê-los no Tejo a navegar..
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quarta-feira, 20 de maio de 2015

NAVIO ATLÂNTIDA "REVENDIDO"

Navio Atlântida vendido pelo dobro do preço em oito meses

Mário Ferreira vai vender por 17 milhões de euros o navio que comprou ao Estado, em Setembro, por oito milhões.
Navio Atlântida vendido pelo dobro do preço em oito meses
O navio Atlântida, adquirido pelo empresário Mário Ferreira há oito meses, vai ser vendido a uma empresa de cruzeiros da Noruega, sabe o Diário Económico. O negócio que deve ficar concluído até ao final deste mês envolve o pagamento de perto de 17 milhões de euros, cerca do dobro do que a Douro Azul pagou ao Estado português em Setembro do ano passado. O navio foi comprado para o universo de Mário Ferreira, através de concurso público internacional.

Contactado, o empresário diz "não [fazer] comentários". Fontes próximas do processo garantiram ao Diário Económico que o "navio que até agora tem estado nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) deverá viajar para a Noruega no final deste mês". Apesar do Atlântida precisar de sofrer alterações, devido às novas funções para as quais foi adquirido, essa reforma não irá passar pelos estaleiros de Viana do Castelo, como esteve inicialmente previsto. 

O grupo Douro Azul mostrou estar disponível para vender o navio Atlântida em Dezembro de 2014, cerca de quatro meses depois de o ter comprado. Na ocasião a empresa anunciou que os destinos prováveis para o ferry-boat seriam a Noruega, Antártida, costa oeste de África e Malta.

Em comunicado emitido nessa altura, Mário Ferreira anunciava que "resolveu dar um novo rumo à embarcação" depois de inúmeras solicitações de que foi alvo por parte de operadores internacionais. Ainda na mesma ocasião, a empresa anunciava que a "Douro Azul tem assim em carteira vários desafios e alternativas válidos para o Atlântida para operar em águas internacionais, seja numa operação típica de ferry, seja no apoio a plataformas petrolíferas".

O empresário considerava ainda que "perante as oportunidades que entretanto se colocaram" tinha chegado à conclusão "que não fazia sentido proceder a obras profundas de reconstrução, desvirtuando uma embarcação com tanta qualidade técnica e com tanta procura".

Recorde-se que Mário Ferreira adquiriu o navio para o reconverter em navio para cruzeiros de luxo - uma reconversão que teria um custo de seis milhões de euros e que iria ser efectuada nos estaleiros da West Sea, subconcessionária dos terrenos e infra-estruturas dos ENVC - com o propósito de o enviar para a Amazónia para fazer a travessia entre Manaus no Brasil e Iquitos no Peru, um projecto que o empresário está também a reformular e que já não vai passar por terras brasileiras, tal como o Diário Económico avançou na edição de ontem.

O Atlântida é uma embarcação de 98 metros de comprimento, com capacidade de transporte de 125 veículos ligeiros de passageiros e oito veículos pesados, podendo transportar 750 passageiros. O navio dispõe de 27 cabinas, algumas delas duplas e vários salões de apoio.

O ferry-boat, construído nos ENVC por encomenda do governo regional dos Açores, foi recusado em 2009 por não ter as condições técnicas adequadas para assegurar as ligações entre as ilhas do arquipélago.
ARTIGO: Diário Económico de 20/5/2015