sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

TUG ex-THAMES/ITASCA - NEW WATERCOLOR





New Watercolor: Thames and Itasca.


In fact: you are looking now two times at the same ship !!

The seagoing Smit tug Thames was build in 1961. After her period of duty as a tug, she was sold in 1979 and converted by the new owner to a mega explorer yacht. Her new name: Itasca.
Another work from maritime artist HANS BREEMAN.

www.hansbreeman.nl






segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

QE2 - The end

Este está a ser um Dezembro negro. Primeiro, o caso da Classic International Cruises com os seus 5 navios apressados, entre os quais o "caso Funchal",. que devido ao fato de ser o último dos grandes navios portugueses, estar agora entregue às autoridades do Porto de Lisboa. Para além da Empresa Naveiro, surge agora a noticia na imprensa inglesa a dar relevo de que não chegaram a bom termo as negociações para transformar o Queen Elizabeth 2 em hotel 5 estrelas no Dubai. Este belo navio da ex-Cunard, será enviado para a China para a sucata.
Na foto, 2 grandes navios, o NORWAY ex-FRANCE e o QE2, nas docas da Lloyd Werft em Bremerhaven.

domingo, 23 de dezembro de 2012

GRUSS KÄPT'N JAMES LAST - WILLKOMMEN SIE AUS HAMBURG

Para recordar a música da grande orquestra de JAMES LAST - A entrada no Porto de Hamburgo a bordo do navio Queen Mary 2 e as boas vindas da aparelhagem sonora do Porto. Não se ainda se mantém o mesmo sistema atualemente... quanto ao capitão James tem 93 anos e continua a pilotar a sua fabulosa orquestra. GRÜSS

http://youtu.be/NSo4AQgzABU

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

VOTOS DE UM BOM NATAL

Funchal - Aguarela de Carlos Luz

Xmas card from Netherlands

Um trabalho do artista holandês Hans Breeman

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

NAVIO PENAFIEL

O navio PENAFIEL - Naveiro, encontra-se apressado no porto de Marselha à vários meses. Sete tripulantes encontram-se no navio à espera de uma resolução que permita solucionar os problemas financeiros da empresa, pagar aos tripulantes abandonados e sem condições básicas, mas que se recusam a abandonar o seu posto de trabalho.
Foto do blogue Estivadores de Aveiro

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CIRCUM-NAVEGAÇÃO NA MADEIRA

Cópia de documento anexo

Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar - Direcção Geral da Marinha - 3ª. Repartição - Secção nº.11
Sendo conveniente averiguar do modo como a Empresa Insulana de Navegação em cumprido as condições do contrato que celebrou com o Governo em 30 de Novembro de 1893, na parte respeitante ao serviço especial de viagens de circum-navegação da Ilha da Madeira e a do Porto Santo: Há Sua Magestade El-Rei por bem Determinar que o capitão de fragata, conselheiro José de Almeida de Ávila, (1) proceda a um minucioso inquérito sobre o assunto e informe acerca da conveniência de alterar o estabelecido naquela parte do citado contrato tendo em vista os interesses do comércio, da indústria e dos povos daquelas ilhas - O que, pela Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar se comunica ao Conselheiro Diretor Geral da Marinha para seu conhecimento e devidos efeitos - Paço em 4 de Abrol de 1898 (a) Francisco Felisberto Dias Costa.
Está conforme
3ª. Repartição da Direção Geral da Marinha 5 de Abril de 1898
O Chefe Eugénio d' Oliveira (ilegível).... Capitão

(1) -Sobrinho do Duque d' Ávila e Bolama) Capitão de Mar e Guerra, Cap. do Porto da Horta (1879), Chefe do Departamento Marítimo do Oeste de Ponta Delgada, Governador de Lourenço Marques, Governador de Quelimane 1880-83), comandante da canhoeira "Tâmega" surta no porto de Macau (185).
Govrnador Civil da Horta (1894-95)

Cópia do original do Arquivo Geral da Marinha - Lisboa

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

UM NAVIO TEM ALMA

Eis a alma de um navio a chegar à Pontinha. Como a Nau Catrineta tem tanto para contar...
Foto Perestrellos




Por vezes, falo de navios como se fossem gente. Cada um carrega uma história no seu dorso, cada um conta histórias diferentes, divertidas e tristes como as histórias das pessoas.

Lembro-me da infância, do descobrir das primeiras letras, de ler os reclamos nas ruas, do prazer de desvendar os mistérios da junção das palavras que constituíam as frases ou ideias. Que felicidade descobrir a Nau Catrineta, histórias de crianças nos mistérios de Enid Blyton, aventuras sem fim… e aqueles momentos de suspense nos livros de Verne, de navegar pelo mundo e descobrir tesouros de piratas, contados pelos mais velhos aos serões. Caminhando pelas ruas, imaginávamos ali perto de nós o Capitão Kid, e o medo de invasões de povos do Magrebe, de assaltos a igrejas e fugas do povo para os seus refúgios no Curral, histórias de submarinos prontos a bombardear a cidade pela calada da noite.

Mais tarde, descobri o gosto, o prazer de navegar em alguns dos últimos grandes paquetes da marinha nacional. Fiquei apaixonado pela vida de Cousteau, pela sua luta, respeito pelo mar e pela natureza. Depois, nova paixão quando desvendei viagens no navio Funchal. A bordo conheci amigos quase todos desaparecidos, Maria, a responsável pela sala de refeições das crianças. Desvendei o caminho marítimo para a cozinha do navio, e meu Deus quantos bolos empanturrados à força, quantos sumos e quantos pacotes de caramelos “made in Canárias”, nas travessas de Francisco, o camaroteiro incumbido e responsável pela minha pessoa. De quantas partidas e chegadas, quantas lágrimas nos olhos, quantos sorrisos, noites mal dormidas e o descobrir pela manhã das primeiras ilhotas do Porto Santo? Os seus nomes, a sombra ao longe o negrume no horizonte da ilha mágica da Madeira. Fiquei a pensar, afinal os navios têm alma!

Depois, por acaso já sentiram aquele nó apertado de quando o navio, dobra o Cabo Garajau e se transforma em felicidade a própria cidade do Funchal? Eu vivi vezes sem conta a magia de um apito do navio ecoando na baía, aquele eco que pelas rochosas montanhas chamavam lenços brancos a acenar; tanto sofrimento nos corações dos que partiam e dos que ficavam cativos, aprisionados ao seu destino de insulares. E de todos os soldados que encavalitados nos paus de carga, se despediam nos olhos molhados das namoradas, de pais desesperados rezando, promessas à Senhora do Monte ou à padroeira da pequena aldeia onde viviam; as serpentinas lançadas dos decks em dias festivos, as luzes que iluminando o navio, se destacavam pela noite, a azul ultramarino por baixo da chaminé a magia de FUNCHAL.

Ali dei os primeiros passos, no convés debruçado na bruma do oceano, passava horas e horas a ver a espuma bater no costado e se desfazer em riscos brancos no imenso mar. As noites que passei a vê-lo sair e desaparecer no horizonte, até à última réstia de luz, e as queijadas e laranjadas comidas e bebidas à pressa na esplanada da Minas Gerais, por que o navio acabava de aparecer no horizonte e tínhamos a apanhar um táxi. Ou quando batia à porta um funcionário com o telegrama da Radio Marconi, numa motorizada!

É isto que faz a alma de um navio, é isto que me faz sentir triste no atual momento em que se acha que o melhor é enviá-lo para a sucata como se fosse um simples navio sem história, sem passado e sem presente.

Aquele nó na garganta continua , continua sem fim  e sem ninguém dar por isso!………..

sábado, 15 de dezembro de 2012

O PRINCÍPIO DO FIM

Desembarque da tripulação do paquete Funchal começa hoje e termina segunda-feira


.A tripulação do paquete Funchal, que aguarda obras há mais de dois anos no Cais da Matinha, em Lisboa, e que está sem gasóleo nem eletricidade desde outubro, começou hoje a desembarcar, disse o comandante à agência Lusa.



"Hoje desembarcou um tripulante romeno, que vai a caminho do seu país num autocarro, pois não tinha dinheiro para o bilhete de avião. Foi ele quem pagou a viagem, que dura dois dias até próximo de Budapeste", explicou António Morais, ainda a bordo do cruzeiro.



O comandante e os restantes três tripulantes, todos portugueses, vão desembarcar na segunda-feira, entre as 16:00 e as 17:00, momento em que a segurança e a vigilância passam a ser efetuadas pela Administração do Porto do Lisboa, através de uma empresa de segurança privada.



"Decidimos desembarcar face ao abandono e à falta de resposta dos armadores, dos proprietários e de outros interessados no navio. Fazemo-lo com o conhecimento destas entidades e de todas as autoridades marítimas portuguesas", esclarece o comandante.



As condições do paquete Funchal agravaram-se a partir de meados de outubro, quando o navio ficou sem gasóleo e sem eletricidade e assistiu-se, segundo o António Morais, à rápida degradação das condições humanas, de segurança e de higiene a bordo do navio.



O paquete Funchal pertence à Classic International Cruises (CIC), que tem mais quatro navios cruzeiro arrestados por dívidas a fornecedores, em vários portos europeus.



Os navios 'Athena' e 'Princess Danae' encontram-se no porto de Marselha por ordem judicial das autoridades francesas, mas sem tripulação; o 'Arion' mantém-se num porto em Montenegro, com perto de 30 trabalhadores; e o 'Princess Daphne' está atracado na ilha grega de Creta, com 22 tripulantes, três dos quais portugueses.



Numa carta aberta enviada na quinta-feira ao sindicato do setor, a que a agência Lusa teve acesso, a tripulação do 'Princess Daphne' alertou para a rápida degradação das condições a bordo e afirmou não ter dinheiro sequer para comprar cigarros.



Além do "drama humano" vivido nos navios, o presidente da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores do Mar (Fesmar), Alexandre Delgado, acrescenta que os 42 funcionários que trabalhavam na sede da empresa, na avenida 24 de julho, em Lisboa, receberam a carta de despedimento coletivo em novembro. Os escritórios estão sem água nem luz.



Ao todo, são mais de 550 funcionários da Classic International Cruises que, em terra ou no mar, não recebem ordenado desde outubro. Os proprietários são de nacionalidade grega, mas a empresa tem sede em Portugal e todos os navios têm bandeira nacional.
Noticia publicada  em 15/12/2012 no D.N.